Compositor: Não Disponível
Dias que passam
Sempre iguais
Brincando lá fora
E na lama
Com sua graça
E a boemia
Para que o sabor
Das horas sejam doces
Açucar em pó
E poemas
E depois para o resto
Nós não ligamos
E eu coleciono
Os seus eu te amo
Quando eu adormeço
Em seu colo
E desde então eu fumo
Para me lembrar de sua voz
Eu fumo demais
Eu fumo apesar de mim
Porque na amargura
Acre do meu tabaco
Há como o gosto das palavras
O que você dizia baixinho
À noite, tranquilo
Você tira suas cartas
E você nos entrega
Segredos
E seus olhos brilham
Quando você começa
A fazer viver
O inventado
Se é muito tarde
Que os pequenos
Não pode mais seguir
Sem bocejar
Você guarda suas cartas
E com um beijo
Você os entrega
Para a noite